Gravidez durante a pandemia: quais os cuidados que as mães precisam adotar?

por Feito Para Ela

Gestantes precisam redobrar os cuidados com a higienização e distanciamento social

Um momento único e esperado por muitas mulheres. Assim pode ser definida a gravidez, período em que as futuras mamães se preparam, com muita emoção, para a chegada de seus filhos. Em situações atípicas, como a que o mundo enfrenta por conta do coronavírus, um dos maiores desafios é de como lidar com a gestação de uma maneira mais próxima do ideal.

O Ginecologista e Coordenador da equipe de Obstetrícia do Hospital Maternidade Interlagos, Fabiano Elisei Serra, explica que o momento exige que as gestantes mantenham os cuidados tradicionais nesse período, que incluem a higienização frequente das mãos, evitar tocar os olhos, nariz e boca, tossir cobrindo a boca e o nariz com o antebraço, ou usando um lenço, e respeitar o distanciamento social.

Em relação as consultas e o acompanhamento médico, o ginecologista sugere que a rotina de visitas ao médico seja mantida, mas realizando um espaçamento entre cada atendimento e com as cautelas em relação a prevenção. “Os exames pré-natais essenciais também devem ser realizados. Se a gestante tiver um quadro respiratório, deverá evitar a ida à consulta médica por 14 dias. Caso seja extremamente necessário, deverá ter um horário especial assegurado para que não haja contato com outras gestantes” acrescenta.

Adicionalmente, o doutor Fabiano Elisei recomenda a vacinação das gestantes contra a influenza, uma vez que também se trata de uma infecção respiratória e que pode ser confundida com o COVID-19.

O ginecologista também faz um alerta para mulheres gestantes e puérperas (mulheres até 42-45 dias pós-parto). Essas pacientes são incluídas, oficialmente, no chamado grupo de risco. Isso, segundo Serra, “porque existe uma diminuição natural da imunidade na gravidez. Por esse motivo, elas podem apresentar sintomas mais graves caso fiquem doentes, principalmente no final da gestação (após 28 semanas, o que equivale a 6 a 7 meses), período em que há aumento do útero e diminuição da capacidade dos pulmões” diz o médico.

Após o nascimento, mães que não apresentem sintomas respiratórios ou que testaram negativo para a COVID-19 podem seguir os cuidados habituais, segundo o médico. No caso das pacientes que apresentem sintomas respiratórios, mas não apresentem contraindicações, podem amamentar normalmente, desde que utilizem máscara de proteção e higienizem as mãos antes e após tocar o bebê. “Caso se sintam desconfortáveis e/ou preocupadas, podem ordenhar o leite e pedir que alguém ofereça ao recém-nascido. O contato na Maternidade e na casa, como recomendação, deveria ser restritos às pessoas que vivem com essa mulher” finaliza.

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