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Pílula do dia seguinte: quando e como utilizar

Depois de relações sexuais desprotegidas, quando há rompimento do preservativo ou esquecimento da pílula ou a mulher teve relação sexual contra a sua vontade

A gravidez não planejada é uma questão social e de saúde pública. Acarreta milhões de gestações indesejadas ou abortos inseguros, principalmente entre adolescentes e mulheres jovens de baixa condição econômica e pouca ou nenhuma educação formal.

A contracepção de emergência é vista, assim, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (ACOG), como um método que pode fornecer às mulheres uma maneira não arriscada de prevenir uma gravidez não planejada. Desde que usada até 120 horas depois da relação sexual. Veja a seguir mais detalhes sobre o método.

 

Contracepção de emergência

 

O que é?

Contraceptivos de emergência são chamados popularmente de pílula do dia seguinte. São medicamentos que contém hormônios semelhantes aos contraceptivos orais, mas em doses bem mais elevadas.

O que faz

Ela impede ou retarda a liberação do óvulo, podendo ainda produzir alteração da parede do útero para impedir a implantação de óvulo fecundado. Por conta dessa ação, as pílulas do dia seguinte não são abortivas.

Como usar

A pílula do dia seguinte deve ser utilizada ​​após relações sexuais desprotegidas, falha contraceptiva (rompimento do preservativo, esquecimento da pílula) ou quando uma mulher tem relação sexual contra a sua vontade, por coerção, agressão ou exploração. O medicamento deve ser tomado de acordo com orientação prévia do médico, no dia seguinte, ou até o mais rápido possível após a prática de sexo desprotegido. O tempo considerado ideal é de até 12 horas após a relação sexual.  Se tomada depois de 24 horas após a prática, ou mais do queisso, sua eficácia é menor. Após o uso do contraceptivo de emergência é indicado adotar algum outro método anticoncepcional ao longo do ciclo hormonal para uma proteção mais eficaz. Entre as opções recomendadas se incluem as pílulas com etinilestradiol e levonorgestrel (método Yuzpe), com utilização preferencialmente até 72 horas após a relação sexual.

Uso frequente de pílula do dia seguinte

O uso recorrente da contracepção de emergência aumentou significativamente entre mulheres de 15 a 44 anos de idade nos Estados Unidos da América (EUA) na última década. Em 1995, apenas 0,8% dessa população fazia uso do método. Entre 2011 a 2015, porém, 20% das mulheres recorreram a ele. No Brasil não existem dados a respeito. Os mecanismos de ação destes medicamentos de emergência ainda são mal compreendidos. De modo geral, seus hormônios atuam impedindo ou atrasando a ovulação. Mas, também podem produzir alterações nos níveis hormonais, interferir no desenvolvimento folicular e na maturação do corpo lúteo, inibindo assim o processo de concepção. O uso indiscriminado da pílula do dia seguinte é contraindicado como única forma de contracepção, porque pode perder a eficácia, e aumentar o risco de gravidez.

Contraindicação

Mulheres grávidas não devem fazer uso de pílulas do dia seguinte. Portadoras de insuficiência hepática e tromboembolismo venoso, entre outros distúrbios metabólicos, também devem evitar este tipo de contracepção e conversar com o ginecologista para mais esclarecimentos. Entre os efeitos indesejáveis da contracepção de emergência se incluem náuseas, vômitos, cefaleia e tontura.

Pílula do dia seguinte e DSTs

Os métodos de contracepção de emergência não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), incluindo o HIV. Para a prevenção eficaz dessas doenças, o mais recomendado é usar de forma correta e regular os preservativos masculino ou feminino.

 

 


Jornalista responsável:
Silvia Campolin