Por Letícia Martins, jornalista com foco em saúde
Celebrada em 13 de fevereiro, a data chama atenção para o uso do preservativo como ferramenta essencial de cuidado, proteção e respeito nas relações.
O Dia Internacional do Preservativo, celebrado em 13 de fevereiro, chama a atenção para a importância do cuidado com a saúde sexual e da prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (IST). A data foi criada em 2008, nos Estados Unidos, pela AIDS Health Care Foundation, e acontece na véspera do Valentine’s Day, o Dia dos Namorados em vários países, como um convite a refletir sobre sexo seguro.
No Brasil, o acesso ao preservativo faz parte das políticas públicas de saúde. O Ministério da Saúde distribui gratuitamente preservativos externos e internos (camisinhas masculinas e femininas) em unidades de saúde de todo o país e promove campanhas educativas que reforçam seu papel na prevenção do HIV e de outras IST. Ainda assim, o uso regular do preservativo nem sempre acontece — muitas vezes, não por falta de acesso, mas por desinformação.
Mesmo com métodos contraceptivos eficazes, como pílula anticoncepcional, Dispositivos Intrauterinos (DIU) e implante, por exemplo, a camisinha continua sendo essencial. “A camisinha é o único método que protege simultaneamente contra a gestação não planejada e contra IST, como HIV, sífilis e HPV. Também é mito acreditar que usar dois preservativos ao mesmo tempo aumenta a proteção. Pelo contrário: o atrito entre eles pode aumentar o risco de rompimento”, explica a ginecologista Dra. Evelyn Traina, membro da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Febrasgo.
Outro equívoco comum é a ideia de que a camisinha reduz significativamente o prazer. Na prática, quando utilizada corretamente, ela não impede a satisfação sexual. Hoje, existem diferentes modelos, mais finos e confortáveis, pensados justamente para manter a sensibilidade e o conforto durante a relação, mantendo o mesmo nível de proteção.
Camisinha feminina
Menos popular que o preservativo masculino, a camisinha feminina, ou preservativo interno, também é eficaz na prevenção de IST e da gravidez, além de ampliar a autonomia da mulher sobre o próprio corpo e suas escolhas. Mesmo em relações estáveis, o uso do preservativo pode ser uma decisão consciente baseada em diálogo, confiança e cuidado mútuo.
Mais do que um método contraceptivo, o preservativo é uma ferramenta de proteção e respeito. Ao reforçar a importância do sexo seguro, o Dia Internacional do Preservativo lembra que falar sobre prevenção é falar de saúde, autonomia e escolhas responsáveis com você mesma e com o outro.


