ISTs desafiam saúde das adolescentes

por Feito Para Ela

Os números de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) acendem um alerta para a saúde pública mundial

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima em mais de 1 milhão de casos novos de IST por dia no mundo. Por ano, ocorrem cerca de 357 milhões de novas infecções, entre clamídia, gonorreia, sífilis e tricomoníase. Isso expõe as ISTs como um problema de saúde pública mundial e doenças como sífilis ou gonorreia aumentam consideravelmente o risco de se adquirir ou transmitir a infecção por HIV. Em especial, a sífilis na gestação leva a mais de 300 mil mortes fetais e neonatais por ano no mundo, e coloca um adicional de 215 mil crianças com maior risco de morte prematura e ocorrem 18 casos por hora em todo o mundo.

A vulnerabilidade das mulheres é bem expressiva nesse tipo de infecção e quando falamos no público adolescente a educação e atenção devem ser redobrada em função do conhecimento de mundo e da experiência de vida nessa faixa etária. O comportamento de risco é uma realidade e principalmente a falta do uso de preservativos são causas do crescimento exponencial de casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Brasil.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2028, por exemplo, foram registrados 158.051 casos de sífilis, sendo 62.599 em gestantes. A taxa de detecção da doença adquirida por 100 mil habitantes passou de 25, em 2014, para 75,8 em 2018. Somente isso expressa a real dimensão e que abrange todas as regiões brasileiras. “Quem tem relação sexual desprotegida pode contrair uma IST. Não importa idade, estado civil, classe social, orientação sexual, credo ou religião. A pessoa pode estar aparentemente saudável, mas pode estar infectada por uma IST”, diz o ginecologista Geraldo Duarte, da comissão de Doenças Infectocontagiosas da Febrasgo.

A orientação médica é fundamental quando se aborda qualquer IST e adolescentes devem expor suas questões e angústias e sobretudo serem transparentes ao falar sobre sua vida sexual. “Muitas ainda têm grande dificuldade em falar sobre isso, mas isso tem que ser falado, esclarecido e a educação tem um papel determinante”, diz o médico.

Causas

As ISTs são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. A principal via de transmissão é o contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de preservativo, com uma pessoa que esteja infectada. A abordagem e prevenção das ISTs como sífilis, HIV, hepatites virais (B e C), HTLV, gonorreia, condiloma e o HPV (principal causa do câncer de colo de útero) são fundamentais até mesmo porque, se não tratadas adequadamente por especialistas, as consequências podem ser muito sérias e imprevisíveis

ISTs no Brasil

Fonte: Sinam/Ministério da Saúde

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