A saúde mental da mulher em tempos de pandemia e isolamento social

por Feito Para Ela

Nesse momento, a mulher precisa redobrar seus cuidados com sua saúde e evitar desgastes emocionais

Viver em meio de uma pandemia, que chegou sem precedentes ou explicações, traz a necessidade de manter a qualidade da saúde mental. É possível, que nesse momento, os sinais de ansiedade, tristeza, solidão ou preocupação, estejam presentes na vida de muitas mulheres e os motivos são os mais variados.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, através do seu diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que “o impacto da pandemia na saúde mental das pessoas já é extremamente preocupante”. De acordo com a organização, o isolamento social pode acentuar as preocupações em relação ao contágio da doença, a falta de estabilidade profissional, perda de renda e a morte de familiares e amigos, por exemplo.

“A incerteza diante do cenário mundial é, por si só, um fator bastante estressante, motivo de angústia e sofrimento para bilhões de pessoas que foram privadas de contato social, de atuar na sua vida profissional da forma como estão habituadas e ainda viram suas vidas financeiras viradas de cabeça pra baixo” afirma o Ginecologista com Atuação em Sexologia pela Febrasgo Gerson Lopes.

Especificamente sobre a saúde mental da mulher, um estudo realizado pela ONG Kaiser Family Foundation, dos Estados Unidos, mostrou que as mulheres se sentem emocionalmente mais abaladas que os homens, durante a pandemia. Cerca de 53% das mulheres que responderam à pesquisa declararam que o estresse e a preocupação, vividos durante os últimos meses, estão relacionados ao novo coronavírus.

Quando o assunto são os relacionamentos, Lopes também diz que é preciso fortalecer a união do casal em um momento delicado. “O cenário atual mostra-se oportuno para o desenvolvimento de habilidades necessárias a um casal moderno, que vive uma relação onde ambos têm direitos e deveres iguais. Para que isso aconteça é necessário cooperação, respeito à individualidade do outro, saber administrar crises, como a do momento vivido, e buscar reinventar a sua intimidade” acrescenta.

Ainda segundo Gerson Lopes, a convivência entre pessoas que compartilham o mesmo espaço de isolamento tem que ser neste momento trabalhada na busca de união, cooperação e respeito. “Caso contrário há um abalo na saúde mental” finaliza.

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