Gestantes e puérperas estão no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19

por Feito para Ela

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) elenca as principais informações sobre a imunização

Com a inclusão de mulheres gestantes e puérperas no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) informou sobre a importância da imunização em gestantes e também para mulheres que deram a luz até 45 dias após o parto.

Segundo a presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, a ginecologista Dra. Cecília Roteli Martins, a comunidade médica tem acompanhando um agravamento dos casos de infecção de mulheres grávidas, sobretudo, no último trimestre da gestação.

“A vacinação é a única forma de proteção dessas gestantes”.

A médica ressalta que, neste primeiro momento, as vacinas serão ofertadas às gestantes e puérperas que apresentam alguma comorbidade (diabetes, hipertensão, obesidade, cardiopatias e outras), dado o elevado risco obstétrico.

Para receber a imunização, as mulheres interessadas devem comparecer às unidades de vacinação com algum documento que comprove algumas dessas doenças, como um relatório médico ou exames ou receitas. Se a mulher já for cadastrada nos sistemas das Unidades de Saúde, basta comparecer com o cartão SUS.

Para facilitar o entendimento sobre a imunização, a Dra. Cecilia Roteli reforça que:

  • As vacinas a serem disponibilizadas às gestantes são de categoria B (produzidas por meio de plataforma de vírus inativado, vetor viral ou mRNA). Algumas dessas vacinas são produzidas com tecnologias semelhantes às atualmente ofertadas a esse grupo no Plano Nacional de Imunização como, por exemplo, a vacina da gripe. Outras têm trabalhos já publicados assegurando a segurança da aplicação em gestantes.
  • A vacinação pode ocorrer a qualquer momento da gestação;
  • Puérperas e lactantes podem tomar a vacina com segurança, sendo orientadas a não interromperem o aleitamento materno;
  • Deve-se respeitar o intervalo de 14 dias entre a administração da vacina de Covid-19 e qualquer outra do calendário vacinal (como a influenza). Caso o recebimento desta segunda vacina ocorra no intervalo entre as doses da imunização contra a Covid, se necessário, as gestantes e puérperas podem postergar o recebimento da segunda dose, sem prejuízo no seu efeito protetivo.
  • Embora as vacinas contra a Covid atualmente disponíveis em nosso país não tenham incluído gestantes nas pesquisas que embasaram suas aprovações, estudos realizados em animais não produziram dano ao embrião ou feto durante a gravidez.

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