O que é preciso saber para realizar o sonho da casa própria

por Feito para Ela
Especialista explica o passo a passo e dá dicas para mulheres que querem adquirir um imóvel para chamar de seu

Comprar uma casa no Brasil é coisa de mulheres: 93% delas são as decisoras finais na aquisição do imóvel, segundo dados da pesquisa “O lado Feminino do Mercado Imobiliário”, feita pelo movimento Mulheres do Imobiliário em 2020 com mais de 700 mulheres. Outro estudo, conduzido pela plataforma Zap Imóveis, destaca que, entre a geração Y (jovens entre 20 e 30 anos), 60% das buscas por um novo lar são feitas por mulheres. Dados gerais do setor ainda apontam que 62% dos homens são influenciados por mulheres na hora de adquirir o bem, e 20% delas fazem escolhas sozinhas sobre o imóvel, contra apenas 12,4% dos homens.  

A pandemia, inclusive, aqueceu ainda mais esse mercado. Quem afirma é Elisa Rosenthal, mentora e consultora estratégica de negócios, além de idealizadora e fundadora do movimento Mulheres do Imobiliário. Um dos fatores para o aquecimento, segundo a especialista, é que o isolamento social recomendado para combater a Covid-19 fez com que muitas famílias ficassem mais em casa, percebendo a necessidade de ter um espaço maior para o escritório, o lazer, ou mesmo para criar os filhos. “Outro fator que contribuiu para o crescimento foi o cenário econômico, com imóveis mais acessíveis e financiamentos facilitados. Algumas iniciativas também impulsionaram as vendas, como foi o caso dos leilões e da redução da taxa de  juros realizada pela Caixa Econômica”, explica. 

Mesmo assim, é fato que, para muitas famílias brasileiras, adquirir um imóvel ainda é um caminho árduo. Para te ajudar nessa missão, o Feito para Ela preparou o passo a passo abaixo, cheio de dicas da Elisa Rosenthal para você saber tudo o que é preciso na hora de realizar o sonho da casa própria. Conheça: 

 

1- Planeje com consciência 

Comprar um imóvel requer, antes de tudo, organização financeira e foco no objetivo. É fundamental planejar, principalmente se a opção for o financiamento, como acontece com a maioria. É preciso ter consciência de que se está assumindo uma dívida por um longo tempo, portanto, o recomendado é que as parcelas mensais não comprometam mais de 30% da renda familiar.  

É importante, ainda, estar atenta ao prazo do financiamento, que costuma levar entre 25 a 35 anos. Isso porque além das questões financeiras, é necessário entender também se o imóvel é o ideal para ser o seu lar durante um longo período.  

 

Elisa preparou o chek list abaixo para te ajudar nessa etapa de planejamento: 

 

  • O imóvel está dentro do seu orçamento? Incluindo condomínio, manutenção, IPTU entre outros. 
  • Qual o estado geral do imóvel? É importante considerar se existe a intenção de reformar ou ampliar algum cômodo, pois isso irá gerar um custo adicional no orçamento. 
  • Qual a situação jurídica do imóvel? É preciso ter um olhar atento às questões burocráticas como consultar a situação jurídica do imóvel, por exemplo, procurar saber se existem débitos pendentes como IPTU, é muito importante 
  • O imóvel está localizado em um lugar que atende a necessidade da sua família? Isso é um fator que muita gente esquece de considerar, mas que precisa ser analisado. Portanto, não deixe de considerar se há serviços disponíveis no bairro, a locomoção é de fácil acesso, pois esses “detalhes” podem reduzir seus custos de vida. 

 

2- Busque o financiamento 

Em geral, a opção mais escolhida costuma ser o financiamento imobiliário junto a uma instituição bancária. A especialista alerta que, nesses casos, é fundamental ter consciência de compra, analisar todos os aspectos e não agir no impulso, pois, como todo investimento, o financiamento tem seus prós e contras. Elisa lista: 

 

Vantagens 

  • Entrada facilitada: hoje em dia muitas construtoras financiam a entrada, especialmente quando se trata de imóvel na planta, o que ajuda muito as famílias que não tem tanto dinheiro disponível no ato para a aquisição. 
  • Pagamento em longo prazo: poder pagar o imóvel em um prazo maior, com parcelas mais baixas e acessíveis, é uma das principais vantagens do financiamento.  
  • Amortização: embora o comprador assuma uma dívida por longos anos, é possível amortizá-la sempre que tiver um dinheiro disponível, o que traz descontos nos juros e pode diminuir o prazo de quitação. 

 

Desvantagens 

  • Taxa de juros: mesmo que o financiamento apresente parcelas fixas, elas não estão isentas de juros, pelo contrário, nelas serão inseridos juros e, geralmente, esses juros são bastante elevados, considerando o valor do imóvel no momento da compra. 
  • Burocracia: são muitos os documentos exigidos para aprovar o crédito. Por isso, é preciso ter muita atenção, pois qualquer erro no envio da documentação pode atrasar o negócio. 
  • Risco de perder o bem: a falta de planejamento é um dos fatores que leva as pessoas a perderem seu bem. Isso acontece porque elas não se atentam a todos os fatores de risco que envolvem a compra do imóvel como, por exemplo, o desemprego, a taxa de juros e a economia do país. 

 

3- Avalie as alternativas 

O financiamento imobiliário não é a única forma de adquirir um imóvel no Brasil. Uma das possibilidades, mais acessível e com menor risco, é o consórcio imobiliário. Trata-se de uma alternativa ao financiamento imobiliário com taxas mais baixas, mas que demanda mais paciência.  

 

Esse tipo de aquisição reúne um grupo de pessoas e mensalmente, em um sorteio, um participante é contemplado com a aquisição e recebe a carta de crédito correspondente ao valor total do consórcio, possibilitando, assim, a compra do imóvel desejado. Caso a pessoa não queira esperar, ela pode dar mais lances para facilitar o sorteio, o que ajuda, também, a quitar o imóvel mais rápido. 

 

4- Atente-se à regularização 

Uma das partes mais importantes de um imóvel é a sua documentação e, muitas vezes, as pessoas deixam essa informação passar despercebida. Isso tende a acontecer porque, ao encontrar a casa dos sonhos, o encantamento natural pode fazer com que as questões jurídicas que envolvem a compra de um imóvel, como se certificar sobre a regularização, sejam negligenciadas.  

 

Para não correr esse risco, Elisa indica consultar:  

  • matrícula atualizada;  
  • certidão de IPTU;  
  • certidão negativa dos tributos e declaração de inexistência de débitos condominiais.  

 

Para essas consultas existem órgãos públicos em cada cidade que emitem a situação dos imóveis, como o CEDI, Cadastro de Edificações do Município, entre outros. Procure se informar sobre qual é o órgão competente na sua cidade. 

Com essas dicas, realizar o sonho da casa própria – ou, ainda, o de um lar mais espaçoso para você e sua família – se torna mais simples e, melhor ainda, com menos risco de causar dor de cabeça. 

 

Fontes:  

https://exame.com/esg/em-livro-elisa-tawil-defende-inclusao-da-mulher-no-setor-imobiliario/ 

https://www.youtube.com/watch?v=zg627Sb_21o 

https://www.zapimoveis.com.br/blog/60-das-buscas-por-imoveis-da-geracao-y-sao-de-mulheres/ 

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