Vacina no braço é sinônimo de saúde

por Feito para Ela
Conheça o calendário de vacinação recomendado para as mulheres no Brasil; maioria das doses está disponível gratuitamente pelo SUS

A vacinação é a expressão máxima da frase “prevenir é melhor que remediar”. Afinal, quando aplicadas conforme as recomendações médicas, as doses impedem que diversas doenças, muitas delas mortais, se manifestem no nosso organismo.

Essa necessidade da imunização costuma ser mais lembrada na infância, o que é natural quando pensamos que as vacinas são fundamentais para a formação do sistema imunológico, a diminuição do risco de adoecimento e dos óbitos infantis. Porém, a vacinação deve continuar ao longo de todas as fases da vida.

Existe, inclusive, um calendário de imunização recomendado especialmente para as mulheres. E o melhor: a maioria das doses está disponível de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, não tem desculpa para não manter a carteirinha atualizada.

Neste mês de junho, quando se comemora o Dia Nacional da Imunização (9/6), o Feito para Ela traz essa lista com as principais vacinas indicadas para as mulheres, de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunização. Conheça:

 

Disponível pelo SUS
  • HPV: previne contra o papiloma vírus humano, que causa cânceres e verrugas genitais. É aplicada em meninas de 9 a 14 anos em esquema de duas doses, com 6 meses de intervalo entre elas.
  • Meningocócica C: previne doenças causadas pelo meningococo C, entre elas a meningite. É recomendada para meninas de 11 a 14 anos, com dose única ou reforço. Adultos e idosos em grupos de risco para a doença também devem ser imunizados, assim como viajantes com destino às regiões onde há surtos.
  • Hepatite A: todas as pessoas a partir dos 12 meses de vida devem tomar duas doses com intervalo de seis meses entre elas.
  • Hepatite B: faz parte da rotina de vacinação das crianças, devendo ser aplicada, de preferência, nas primeiras 12-24 horas após o nascimento. Para crianças maiores, adolescentes e adultos não vacinados no primeiro ano de vida, a recomendação é de três doses, com intervalo de um ou dois meses entre primeira e a segunda doses e de seis  meses entre a primeira e a terceira.
  • Dupla bacteriana do tipo adulto – dT: é utilizada na rede pública para a proteção das pessoas que não iniciaram ou não terminaram o esquema contra difteria e tétano até os 7 anos e para as doses de reforço a cada dez anos.
  • Gripe (influenza): recomendada para todas as pessoas a partir de 6 meses de vida, principalmente as de maior risco para infecções respiratórias. No SUS, está disponível apenas para esses grupos de risco, entre eles idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da Saúde, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, professores e pessoas com comorbidades ou deficiência permanente.
  • Febre amarela: indicada para pessoas a partir de 9 meses, em esquema de duas doses para crianças até 4 anos. Acima dessa faixa etária não há consenso sobre a duração da proteção conferida pela vacina. De acordo com o risco epidemiológico, uma segunda dose pode ser considerada pela possibilidade de falha vacinal. Como no Brasil a doença é considerada endêmica, alguns países só permitem a entrada de viajantes brasileiros que apresentem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) com registro de dose aplicada no mínimo 10 dias da viagem.
  • Tríplice viral: previne contra sarampo, caxumba e rubéola e tem indicação de aplicação para crianças, adolescentes e adultos. Quem já teve as doenças é considerado imunizado, mas é preciso ter certeza do diagnóstico. Na dúvida, a recomendação é tomar a dose.
  • Varicela: previne contra a catapora e é recomendada como rotina para crianças a partir de 12 meses ou, em situações de surto, a partir de 9 meses. Todas as crianças, adolescentes e adultos que não tiveram catapora devem ser vacinados.

 

Disponível nos serviços privados de vacinação 
  • Combinada hepatite A e B: é uma boa opção para as mulheres de qualquer idade que não foram vacinadas contra as duas hepatites.
  • Dengue: licenciada para crianças a partir de 9 anos, adolescentes e adultos até 45 anos. É recomendada para indivíduos previamente infectados por um dos vírus da dengue e sua aplicação é feita em três doses com intervalo de seis meses entre elas.
  • Herpes Zóster: licenciada para pessoas com 50 anos ou mais e é recomendada como rotina para maiores de 60 anos.
  • 23-Valente (VPP23): previne contra doenças causadas por 23 tipos de pneumococos. É recomendada para crianças acima de 2 anos, adolescentes e adultos de grupos de risco (diabéticos, pessoas com doenças cardíacas e respiratórias graves; sem baço ou com o funcionamento comprometido desse órgão; com problemas de imunidade, entre outras condições). Acima dos 60 anos deve ser aplicada de rotina.

 

Atenção redobrada na gravidez

As pessoas tendem a relacionar vacinas aos remédios e, por isso, podem negligenciar a importância da vacinação durante a gravidez e o puerpério. Nessas fases da vida da mulher, porém, torna-se ainda mais importante prevenir doenças que podem trazer complicações tanto para as mães quanto para os bebês.

Na lista das vacinas especialmente recomendadas para grávidas estão a tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche), a dupla adulto (difteria e tétano), a hepatite B e a influenza (gripe). Em situações especiais, o médico ainda pode recomendar as seguintes doses: hepatite B, hepatite A e B, pneumocócicas, meningocócicas conjugadas ACWY/C, meningocócica B e febre amarela.

As doses tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), HPV, varicela (catapora) e dengue não devem ser aplicadas durante a gravidez, mas estão liberadas no puerpério e durante a amamentação, com exceção da vacina contra a dengue no caso de mulheres soronegativas, que estejam amamentando ou imunodeprimidas.

Lembre-se sempre: se estiver em dúvida sobre as doses recomendadas para você, procure uma Unidade Básica de Saúde ou, ainda, seu médico de confiança.

 

Fontes:

https://familia.sbim.org.br/seu-calendario/mulher

https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-gestante.pdf

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