Conheça mais sobre o que é o câncer de mama, seus cuidados e entenda a importância do diagnóstico precoce
É sempre importante deixar ligado o alerta para a conscientização do câncer de mama e destacar a importância da prevenção e do diagnóstico antecipado, visto que a tendência é de que ocorra um aumento no número de casos em 2023.
E isso não deve ser direcionado apenas às mulheres, mas também para toda a sociedade. Afinal, apesar de ser mais presente em mulheres, os homens também não estão isentos da possibilidade de desenvolver a doença na região.
Separamos um material incrível, que conta com a participação do Dr. Eduardo Millen e com todas as informações necessárias para você entender mais sobre o assunto. Continue a leitura com a gente e confira!
Como é o câncer de mama e o que ele causa
Antes de nos aprofundarmos, é importante entender o que é e como ele funciona. O câncer de mama acontece por conta de um crescimento desordenado de células que modificam seu conteúdo genético e crescem de forma desordenada. Essas células podem formar nódulos nas mamas ou alterações na mamografia.
Assim que adquirem a capacidade de invasão, elas podem ter características que permitem disseminar-se a órgãos distantes – como ossos, pulmão, fígado, etc. – afetando seu funcionamento e podendo levar à morte. Quando restritos aos ductos mamários, não possuem risco de disseminação.
Mas, afinal, como o câncer de mama começa em nosso corpo? Ele inicia e se desenvolve nas células das unidades terminais ducto lobulares das mamas, ou seja, nas células que representam as unidades funcionais das mamas.
Tipos de câncer de mama
Você sabia que existe mais de um tipo de câncer de mama? Essa informação pode não estar muito clara para a maioria das pessoas, mas sim, existem diversos tipos, como o invasivo (que tem a capacidade de sair da mama e ir para o sistema linfático) e o carcinoma intraductal (considerado não invasivo).
Qual o câncer de mama mais comum?
O carcinoma invasivo de tipo não especial, de acordo com a nova classificação da OMS (Organização Mundial de Saúde), é um tipo de tumor que corresponde a cerca de 80% dos tipos de câncer de mama. Antigamente era classificado como carcinoma ductal invasivo, por ter seu crescimento nas células dos ductos mamários.
Qual é o câncer de mama mais perigoso?
O carcinoma inflamatório é uma forma rara de câncer de mama. Ele possui um crescimento muito rápido, com alterações da textura da pele (vermelhidão, endurecimento) e apresenta um aumento frequente dos linfonodos axilares.
Como diagnosticar
É importante que não espere pelo aparecimento dos primeiros sintomas do câncer de mama, uma vez que a fase ideal do diagnóstico é justamente quando ele não é detectado por algum deles. Ele pode ser encontrado na mamografia de rastreamento anual, recomendada a ser feita a partir dos 40 anos, por exemplo.
Além disso, o diagnóstico pode ocorrer no exame clínico das mamas – feito durante a consulta ao médico – quando é possível detectar alguns sintomas, como:
● Nódulo palpável;
● Aumento dos linfodonos axilares;
● Saída de secreções suspeitas;
● Retrações da pele;
● Assimetria entre as mamas.
Se algum desses sinais for identificado, o médico dará início aos procedimentos de diagnóstico. Entre eles, estão:
● Exames de imagem (mamografia);
● Ultrassonografia;
● Procedimentos de biópsia, normalmente por meio de agulhas e guiadas por ultrassonografia.
O ideal é que o diagnóstico seja feito nas fases pré-clínicas do câncer de mama, quando o exame clínico não é capaz de detectar alterações. A mamografia e ultrassonografia detectam lesões consideradas suspeitas e é por meio da biópsia percutânea que, finalmente, é confirmado o diagnóstico.
A realização da mamografia pode detectar lesões de 2 a 3 mm, que antecedem as alterações clínicas em 5 a 10 anos. Dessa forma, há melhores chances de cura e os tratamentos poderão ser menos agressivos.
Quais os sintomas
Dos sintomas mais frequentes, estão:
● Presença de nódulo;
● Saída de secreção sanguinolenta pelo mamilo;
● Retração de um dos mamilos;
● Alterações na simetria da mama;
● Aumento de linfonodos axilares.
Qual exame detecta o câncer de mama?
O exame recomendado para a detecção do câncer de mama é a mamografia. Os demais auxiliares, como a ultrassonografia e a ressonância magnética podem ser usados como complementares, em situações especiais.
Por muito tempo, o autoexame de câncer de mama foi recomendado a fim de ter um diagnóstico precoce. Porém, geralmente, este só é capaz de detectar tumores maiores que 2 cm, ou lesões em estágio avançado. Portanto, o indicado é que seja feito o exame clínico pelo especialista, associado à mamografia nas mulheres nas idades recomendadas.
Como prevenir
Existem algumas ferramentas que ajudam a calcular o risco de desenvolvimento do câncer de mama ao longo da vida. E, de acordo com sua resposta, é possível entender qual a melhor forma de como prevenir câncer de mama, com uso de medicamentos ou até mesmo de cirurgia, numa parcela muito restrita (cerca de 1.6%) da população que pode ter algum gene acometido.
Para a maior parte da população, realizar exercícios físicos regularmente (mínimo de 150 minutos por semana) reduz o risco do desenvolvimento da doença em 30% a 50%, uma vez que a obesidade ou sobrepeso podem contribuir no seu desenvolvimento.
Segundo um estudo feito pela WHI (Women Health Initiative), a utilização dos hormônios estrogênio e progesterona por mais de 5 anos (em conjunto), demonstraram aumento do risco relativo ao câncer de mama, na ordem de 20%. Portanto, o ideal é que a mulher avalie com o seu ginecologista a possibilidade do uso – ou não – da terapia hormonal, baseado nos seus benefícios e potenciais riscos . A decisão deve ser conjunta e individualizada.
Quem amamenta pode ter câncer de mama?
Principalmente em mulheres jovens, a amamentação pode protegê-las do risco de desenvolvimento do câncer de mama. Lembrando que essa proteção é apenas uma redução de risco, e não uma imunidade.
Além disso, estudos apontam que amamentar diminui o risco dos tumores hormônio dependentes, não tendo impacto nos tipos mais agressivos.
Mas, afinal, o câncer de mama tem cura?
Assim como todo câncer, quanto antes for detectado, maior é a chance de cura. Além do tamanho do tumor, existem outras características biológicas que podem aumentar as chances de recuperação, como:
● Presença de comprometimento ou não dos linfonodos axilares;
● Características biológicas do tumor;
● Tratamento adequado em tempos adequados.
O câncer de mama é um assunto sério e devemos tratá-lo com responsabilidade e muito cuidado. Continue acompanhando o nosso blog e fique por dentro de tudo sobre a saúde da mulher.
Fonte:
Eduardo Millen
MD- PhD UNIFESP
Fellowship Instituto Europeu de Oncologia – Milão – Itália
Membro da American Society of Breast Surgeons


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