Vamos às compras, mas com consciência

por Feito para Ela
Consumo consciente cresce no Brasil impulsionado pela pandemia; conheça as nossas dicas para ser uma consumidora mais consciente

Nos últimos anos você passou a comprar mais daquele mercadinho do lado da sua casa ao invés de ir às grandes redes. Nas festas de aniversário da família, deu preferência para encomendar bolo e docinhos com aquela vizinha que faz tudo na cozinha de casa. E agora presenteia todo mundo com os artesanatos feitos pela sua prima. Parabéns, você se tornou uma consumidora mais consciente.

O consumo consciente é uma tendência que veio para ficar. É claro que ela já existia, mas foi especialmente impulsionada pela mudança nos hábitos de vida dos brasileiros devido à pandemia da Covid-19. Esta é a principal conclusão do relatório “Varejo 2021”, estudo anual da plataforma de pagamentos holandesa Adyen, que ouviu 125 mil consumidores em 16 países, incluindo 2.000 brasileiros. Conforme o levantamento, a pandemia aumentou a preocupação do consumidor com o posicionamento ético e as ações ambientais das marcas. Além disso, eles passaram a fazer mais compras em negócios locais – ou seja, aqueles que ficam fisicamente próximos de casa, como o mercadinho que abre esta reportagem – e criar vínculos com as marcas das quais compram.

Uma outra pesquisa, feita pela Accenture, mostra que as pessoas querem saber cada vez mais sobre o tema porque ao menos metade delas não tem um bom entendimento a respeito de quais marcas são sustentáveis e éticas e quais não são. Para ajudá-los, sete em cada dez consumidores apoiam um padrão de rotulagem obrigatório mais simples, como um indicador de semáforo, por exemplo. E ao menos 65% acreditam que o governo deve introduzir legislação para promover o consumo consciente.

 

Nós e a natureza

“A pandemia fez as pessoas refletirem que não temos controle sobre a natureza. Com a escassez dos recursos naturais e a intensidade do impacto ambiental, surge o conflito da sustentabilidade, que faz do meio ambiente um tema literalmente estratégico e urgente”, afirma Tatiana Hisa Sato, especialista em consumo consciente, leiloeira oficial e CEO da Hisa Leilões.

O movimento de compra de negócios locais e pequenos comerciantes é, para a especialista, um dos principais indicadores dessa mudança no perfil de consumo. Tatiana credita esse crescimento às redes sociais, que têm um grande impacto na divulgação, já que agora é possível conhecer essas pequenas marcas e negócios na internet, não apenas pelo boca a boca. “Quando a pessoa compra de um fornecedor local, tem acesso à forma que aquele produto foi feito. É possível acompanhar o processo completo até a chegada na residência para consumo, algo que não acontece nas grandes indústrias”, explica.

 

Consumidoras com consciência

As mulheres têm um importante papel no impulsionamento do consumo consciente. Afinal, elas costumam comprar mais itens de beleza e vestuário tanto para si próprias quanto para a família, além de ainda serem, em muitos lares, as principais responsáveis pelas compras de supermercado.

Para elas, Tatiana tem algumas dicas:

  • Busque informações sobre a marca que está adquirindo e os recursos naturais utilizados para a confecção dos produtos.
  • Reutilize bens, dando novos rumos a alguns itens da casa. Por exemplo, você pode ressignificar um móvel com uma nova pintura ao invés de jogá-lo fora e comprar outro.
  • Dê preferência para consertar eletrodomésticos que ainda oferecem essa opção ao invés de adquirir novos.
  • O mesmo vale para roupas: elas podem ser consertadas ou customizadas para ganhar uma nova cara.
  • Quando quiser adquirir um produto, venda o antigo e utilize o recurso para aquisição ao invés de jogar fora. Os leilões são uma boa opção tanto para quem quer vender quanto para quem quer comprar.
  • Recicle objetos que seriam jogados no lixo. Que tal usar garrafas pet, caixas de leite ou latas de achocolatado para fazer artesanato? A brincadeira fica ainda melhor se for com as crianças.

E falando em crianças, Tatiana lembra que o consumo consciente começa dentro de casa. “O lixo sai da nossa casa, mas não sai do planeta. Precisamos buscar informações sobre os produtos que estamos consumindo, se foram produzidos com mão de obra escrava, quais recursos naturais foram utilizados para a fabricação e repensar as embalagens. São hábitos que devem ser incentivados desde pequeno.”

Com essas dicas em mente, você está pronta para ir às compras com mais consciência? Temos certeza que sim!

 

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