Pandemia desafia mulheres a buscarem momentos que elevem sua autoestima

por Feito para Ela

Tempo excedente em casa e aumento de obrigações familiares devem ser equilibrados com atividades de lazer ou que proporcionem bem-estar ao universo feminino

Se antes da Covid-19, o desafio da mulher era conciliar trabalho, família e vida social, a questão agora é como administrar e concentrar todas essas tarefas em um mesmo ambiente, sem sair de casa e mantendo a autoestima elevada. A resposta para esta pergunta pode ser ampla, mas passa por alguns pilares que precisam estar sempre no topo da lista de prioridade das mulheres de todas as faixas etárias.

“É preciso aproveitar o tempo com atividades que tragam prazer, e não ficar o dia inteiro cumprindo obrigações. Leitura e bate-papo com amigos, mesmo que on-line, são fundamentais. Identificar e colocar essas experiências de qualidade em prática também são importantes para que essa restrição social não interfira na autoestima”, explica a ginecologista Marta Franco Finotti, vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e professora da Faculdade de Medicina da UFG.

Além dos cuidados com a mente, cuidar do corpo durante a pandemia é outro ponto essencial para a mulher. “Uma das coisas mais importantes para inserir na rotina é a atividade física. Ao realizar algo que a pessoa goste e se sinta bem, como exercitar o corpo, ocorre a liberação de endorfina, substância que dá a sensação de prazer e ajuda na autoestima feminina. Além disso, a atividade física, seguindo todos os protocolos de segurança, também ajuda a controlar o peso, devendo sempre estar aliado a um processo de reeducação alimentar”, explica a ginecologista.

Para as mulheres acostumadas a uma vida social mais ativa, a pandemia está sendo um obstáculo ainda maior. Entretanto, esse público também precisa estar atento para que essa mudança brusca, que causou um distanciamento social ainda maior, não leve a uma baixa autoestima. “Para o grupo mais jovem fica ainda mais difícil achar uma alternativa, pois eles têm tendência de buscar a companhia de amigos em ambientes com muita aglomeração. O que mais incomoda os adultos jovens e os adolescentes é a falta de perspectiva de que tudo vá voltar à normalidade. E vai. É uma situação transitória. Esse retorno depende principalmente deles. É fundamental não aglomerar agora e não querer uma satisfação imediata em detrimento da resolução de um problema de maneira definitiva”, alerta Marta Finotti.

Manter a autoestima elevada em meio à pandemia exige também uma reflexão focada no cenário atual de possibilidades reduzidas. “A mulher precisa fazer uma reflexão sobre o que é importante para ter qualidade de vida. Deve priorizar o que é realmente relevante e que vá fazê-la se sentir bem consigo mesma. Isso é algo muito individual. É preciso também fazer uma avaliação do que pode ser mudado nesse contexto para tornar a vida mais interessante e produtiva. Se não dá para ir ao cabelereiro, por exemplo, chame um profissional da área em casa, de confiança, e que respeite os protocolos de segurança. Mesmo em casa, é importante adotar atitudes como não ficar o dia todo de pijama, se arrumar, usar maquiagem se antes tinha este hábito e tudo mais que possa trazer prazer. É muito importante praticar ações de solidariedade, neste momento em que tantas pessoas estão sofrendo e precisam de ajuda. Nada traz mais satisfação e felicidade do que fazer a diferença na vida do outro”, explica Marta Franco Finotti.

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