Gravidez na adolescência

por Feito para Ela

A gravidez na adolescência tem sido apontada como um problema de saúde

No Brasil, a taxa de gravidez na adolescência é ainda maior que a média mundial, de cada mil adolescentes de 15 a 19 anos, 62 tiveram um parto.

De acordo com o último relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), de 2019, a taxa de gravidez precoce no mundo é de 44 nascimentos por ano em cada mil adolescentes de 15 a 19 anos. De cada 10 partos de adolescentes que ocorrem no mundo, 9 ocorrem em países em desenvolvimento, mostrando a íntima relação entre o baixo nível de desenvolvimento de um país ou região e altas taxas de gestação na adolescência. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), metade de todos os partos na adolescência do mundo ocorrem em apenas sete países, sendo o Brasil um deles.

A gravidez na adolescência pode trazer consequências emocionais, sociais e econômicas para a saúde da mãe e do filho.

Pesquisa feita pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), publicada em 2018, aponta que a gravidez na adolescência ocorre com maior frequência entre as meninas com menor escolaridade, renda e acesso a serviços públicos, além de outras em situação de maior vulnerabilidade social.

Diversos fatores podem levar a gravidez na adolescência, como o início precoce da vida sexual, a condição social, a baixa escolaridade, o uso de drogas ilícitas, ter a maternidade como a única opção de vida, relações familiares conflituosas, não usar métodos contraceptivos ou usar de forma inadequada, ser vítima de violência sexual, o casamento precoce, a falta de informação ou nenhum acesso à educação em saúde reprodutiva abrangente e de qualidade, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, as barreiras que limitam o acesso aos métodos anticoncepcionais, a pressão dos pares (amigos e colegas), a deficiência de investimentos públicos em saúde dos adolescentes entre outros.

Uma vez que existe um somatório de evidências de que a gravidez não planejada entre adolescentes é alta e gera inúmeras repercussões negativas para essas adolescentes, suas famílias e para a sociedade como um todo, ELA e Febrasgo recomendam a implementação de programas que promovam a educação integral em sexualidade para o exercício saudável e apropriado da sexualidade entre os adolescentes, estratégias que visem a melhoria da qualidade de vida e à disponibilização de métodos anticoncepcionais comprovadamente eficazes.

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