10 mulheres brasileiras que marcaram época e nos inspiram

por Feito para Ela
Hoje, 08 de Março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher, data propícia para homenagear mulheres que foram e são exemplos para nós em diversas áreas.

Por Letícia Martins, jornalista

O Brasil foi berço de muitas mulheres que fizeram e fazem a diferença em suas áreas de atuação. Profissionais da saúde, arte, literatura, música, esportes, direitos humanos, entre outros, elas nos inspiram a não desistir de sonhar. Conhecendo um pouco a biografia dessas mulheres somos motivadas a seguir lutando, mesmo quando a situação não parece nada favorável.
Há muitas mulheres que são exemplos de dedicação e garra. A seguir, destacamos dez perfis de brasileiras que merecem nosso aplauso. Você as conhece? Confira!

Nise da Silveira (1905-1999)
Área de atuação: Saúde
Dra. Nise foi médica psiquiatra que revolucionou a maneira como a saúde mental é encarada no país. Em vez de técnicas agressivas no tratamento de pessoas com doenças mentais, como eletrochoque e camisas de força, ela defendeu o uso da arteterapia. Também foi pioneira no uso de animais como auxílio no tratamento desses pacientes, pois acreditava que o contato com os bichos fortalecia as relações emocionais e o senso de responsabilidade. Nascida em Maceió (AL), foi aluna do psiquiatra suíço Carl Jung e enfrentou os padrões rígidos da época.

Maria da Penha (1945)

Área de atuação: Direitos humanos
O nome desta cearense nascida em Fortaleza é sinônimo de luta contra a violência doméstica e em prol dos direitos das mulheres. Em 1983, Maria da Penha Maia Fernandes foi vítima de dupla tentativa de feminicídio por parte do ex-marido. O tiro que recebeu pelas costas enquanto dormia a deixou paraplégica. Várias lesões físicas e traumas psicológicos resultaram dessa e de outras agressões, que motivaram Maria da Pena a iniciar uma luta contra o sistema. O caso dela não era o único, mas foi o primeiro a ganhar repercussão internacional. Em 2006, foi sancionada a Lei nº 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, que sem dúvida é um grande avanço nos direitos das mulheres.

Chiquinha Gonzaga (1847-1935)
Área de atuação: Música
Musicista talentosa nascida no Rio de Janeiro, Francisca Edwiges Neves Gonzaga, a nossa Chiquinha Gonzaga, foi compositora, pianista e regente. Mulher mestiça, enfrentou preconceitos da sociedade patriarcal e escravista para atuar na profissão que até então era inédita para as mulheres. Com seu piano, incorporou à cena musical da época toda a diversidade brasileira. Compôs cerca de 300 músicas, entre elas a famosa marchinha de carnaval “Ô Abre Alas”, um retrato do nosso país.

Tarsila do Amaral (1886-1973)
Área de atuação: Artes
Pintora e autora da célebre tela Abaporu, além de muitas outras obras que pertenceram ao Modernismo e representavam cenas do Brasil. Ao lado do marido Oswald de Andrade, fundou o movimento Antropofágico, um divisor de águas na cultura brasileira, que buscou valorizar mais o nosso país. Seus quadros consagrados, como “Carnaval em Madureira”, “Morro da Favela”, “O Mamoeiro” e “O Pescador”, retratavam cenas do nosso país e foram vistos em diversas exposições internacionais.

Jaqueline Goes de Jesus (1990)
Área de atuação: Ciência/Pesquisa
Esta jovem cientista brasileira, nossa contemporânea, integrou a equipe que mapeou os primeiros genomas do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Brasil em apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país. O feito teve reconhecimento internacional já que a média no mundo deste rastreamento foi de 15 dias. Mulher negra, Jaqueline é doutora em Patologia Humana e Experimental pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e, atualmente, desenvolve pesquisas em nível de pós-doutorado no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo da Universidade de São Paulo (IMT/USP).

Glória Maria (1949-2023)
Área de atuação: Jornalismo
Recentemente, o Brasil deu adeus à primeira jornalista negra da TV brasileira, que viajou o mundo vivendo e registrando em vídeos diversas experiências inusitadas. Glória Maria foi a primeira repórter a fazer uma transmissão ao vivo em cores no Jornal Nacional e esteve presente na primeira transmissão em HD do Brasil. Viajou para mais 100 países e entrevistou de pessoas comuns a chefes de estado e grandes personalidades. Cobriu a Guerra das Malvinas, em 1982; a invasão da embaixada brasileira do Peru por um grupo terrorista, em 1996; os Jogos Olímpicos de Atlanta, também em 1996; a Copa do Mundo de 1998, na França, entre outros acontecimentos históricos.

Irmã Dulce (1914-1992)
Área de atuação: Religião
Uma vida dedicada à caridade e aos mais pobres. Foi assim que viveu a baiana Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, que se consagrou freira e adotou o nome de Irmã Dulce, uma homenagem à mãe. Nascida em Salvador, Irmã Dulce foi beatificada em 2010 pelo Papa Bento XVI e chegou a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

Marta (1986)
Área de atuação: Esporte
Talento e simpatia são duas características natas desta alagoana, eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa e artilheira da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2007 e 2019. Jogadora da Seleção Brasileira Feminina e do time Orlando Pride, Marta Vieira da Silva brilha não só nos campos. A atleta é embaixadora global da Organização das Nações Unidas (ONU) e defende a bandeira da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres no esporte.

Lygia Fagundes Telles (1923-2022)
Área de atuação: Literatura
Considerada pela crítica uma das mais importantes escritoras brasileiras, Lygia Fagundes Telles publicou seu primeiro livro de contos ainda na adolescência, Porão e Sobrado (1938). Foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1985 e recebeu diversos prêmios, entre eles o Jabutir (1966, 1974 e 2001) e Camões (2005), o mais importante da literatura de língua portuguesa. Em 2016, Lygia foi indicada pela União Brasileira de Escritores para o Prêmio Nobel de Literatura.

Vivian Miranda (1985)
Área de atuação: Astrofísica
Mulher trans, nascida no Rio de Janeiro, com carreira nos Estados Unidos, Vivian Miranda é a primeira brasileira a integrar uma equipe da NASA para a criação de um satélite. Fez doutorado nos Estados Unidos em astronomia e continuou os estudos em astrofísica. Em 2019, ganhou o prêmio Leona Woods Lectureship Award, instituído pelo Departamento de Física e de Energia dos EUA em homenagem à renomada física Leona Woods para celebrar as realizações científicas de grupos minoritários sub-representados, incluindo a comunidade LGBTQ, e para promover a diversidade e a inclusão no departamento.

Fontes:
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-61603637
https://www.institutomariadapenha.org.br/quem-e-maria-da-penha.html

Biografia

Biografia


http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/2251-jaqueline-goes-de-jesus-cientista-que-mapeou-o-genoma-do-coronavirus-e-homenageada-pelo-cns
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2023/02/02/gloria-maria-morre-no-rio.ghtml
https://www.irmadulce.org.br/
https://www.instagram.com/martavsilva10/ https://www.esportelandia.com.br/futebol/marta/
https://www.infoescola.com/escritores/lygia-fagundes-telles/

Uma vida, dois sonhos

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